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Movimento Estudantil UERJ | Enfrentar o bolsonarismo com a mobilização e não como faz o DCE UERJ e a esquerda ao lado da direita, FIESP e dos banqueiros

Nesta quinta-feira (11) a FIESP- Federação da indústria do Estado de São Paulo e a Febraban - Federação brasileira de bancos, ao lado dos grandes empresários e fortes entidades patronais convocam um ato pela democracia neste quarto ano de governo de Bolsonaro e Mourão. Contudo, o que precisa ser dito é que esse ato não representa os reais interesses dos trabalhadores e da juventude e sim os interesses da direita e da burguesia.

Luísa MatosMilitante da Juventude Faísca e Estudante de Serviço Social da UERJ

quinta-feira 11 de agosto | Edição do dia

Nesta quinta-feira (11) a FIESP- Federação da indústria do Estado de São Paulo e a Febraban - Federação brasileira de bancos, ao lado dos grandes empresários e fortes entidades patronais convocam um ato pela democracia neste quarto ano de governo de Bolsonaro e Mourão. Contudo, o que precisa ser dito é que esse ato não representa os reais interesses dos trabalhadores e da juventude e sim os interesses da direita e da burguesia. Por isso defendemos nas reuniões do movimento estudantil que tiveram nacionalmente, a construção de atos por todo país em unidade entre trabalhadores e juventude com independência de classe e não ao lado da direita e setor empresarial.

Junto a isso, essas federações soltaram a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito! Setores progressistas que assinam a carta e se juntam a esse chamado buscam construir a ideia de que a resposta contra as ameaças golpistas é uma grande aliança "democrática" que reúne dos empresários às centrais sindicais e a UNE.

Veja aqui: O dia do estudante não pode ser ao lado dos patrões e banqueiros que precarizam a educação

O DCE DA UERJ e vários outros CAs onde a linha do petismo que dirige também a UNE, ao contrário de confiar na força da organização e luta da juventude junto aos trabalhadores, preferem estar ao lado de banqueiros numa estratégia puramente eleitoral, além de organizações de esquerda como PCB e UP, que se dizem combativas, que também assinam o manifesto.

O centro acadêmico de Serviço Social UERJ, composto pelo Afronte, RUA, PT e UJS, está chamando um bloco do curso, mas não convocou uma reunião para debater qual conteúdo os estudantes gostariam de levar ao ato. Defendemos que os estudantes da UERJ precisam se colocar nas ruas contra as ameaças golpistas de Bolsonaro e frontalmente contra as reformas e os ataques, o que só pode se dar sem banqueiros e empresários.

O DCE-UERJ dirigido pela majoritária do PT e mais as correntes do PCdoB e Levante, estão chamando um comitê de luta pela democracia e também fazem um chamado a este ato do dia 11. E além de não se delimitar de uma política de conciliação sem a direita, a Fiesp e o banqueiros, transformou a gestão do DCE em um comitê eleitoral do ex-reitor Ricardo Lodi, que toda semana está na UERJ fazendo alguma atividade, demagogicamente utiliza a política dos auxílios para fazer campanha. E enquanto isso, não convoca nenhuma assembleia para que os estudantes debatam e decidam sobre os rumos da luta para enfrentar o bolsonorismo, os ataques à educação, as reformas e para defender a permanência plena na UERJ.

Tem aluno na universidade que não come mais no bandejão pois tem que escolher entre comer no valor de 2, 3 reais ou os que optaram pelo auxílio alimentação e terem que pagar o valor de 14,25 reais, então acabam não comendo. Tem aluno que sofre sem moradia estudantil e muitos com o esculacho do transporte precário. Todas essas questões deveriam ser debatidas com todos os estudantes da universidade.

Enquanto isso, a política que o DCE propõe para o conjunto do movimento estudantil combater a extrema direita é ao lado de Ceciliano que ajudou a vender a CEDAE com Castro a quem é aliado, dos empresários, Lula com Alckmin que já anunciou não revogar nenhuma reforma e Freixo com Cesar Maia. O bolsonarismo, é uma força social que permanecerá depois das eleições, precisamos combater a extrema direita na luta da juventude ao lado dos trabalhadores, das mulheres, dos LGBTQIA+.

É preciso que a UNE construa um plano de lutas pela base, com manifestações, paralisações e greves que unifiquem o enfrentamento contra Bolsonaro, o bolsonarismo e os militares, batalhando pela imediata revogação integral de todas as reformas.

As correntes de oposição ao DCE-UERJ como UJC e Correnteza também estão aderindo ao ato do dia 11, assinando o Manifesto pela Democracia com Sofia Manzano e Leonardo Péricles, candidatos à presidência. Neste caso, fica evidente a ausência de uma saída com independência de classe da própria estratégia dessas correntes que se utilizam do discurso combativo e supostamente comunista, mas assinam esse manifesto encabeçado por figuras da FIESP, da FEBRABAN, do Itaú.

Nós da Juventude Faísca batalhamos nos cursos e nas universidades onde estamos para que os estudantes em unidade com os trabalhadores sejam os verdadeiros sujeitos da sua própria necessidade e demanda, só a mobilização e organização independente vão garantir todos os nossos direitos e revogação das reformas e privatizações. Por isso é necessário e urgente que o DCE-UERJ, UNE, centrais sindicais puxem assembleias em todos os locais de estudos e trabalhos para organizar os trabalhadores e a juventude em um verdadeiro combate ao governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão. Não será com FEBRABAN, FIESP e com partidos de direita que vamos garantir nossos direitos, por um dia 11 verdadeiramente de luta e de combate a extrema direita sem conciliação de classe com direita e os patrões. É preciso batalhar por uma saída independente dos trabalhadores e da juventude!




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